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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Da maternidade

"Using stories of many women and research data, The Last Taboo counters the motherhood ‘requirement’ and the glorification of motherhood everywhere in the culture, exposing the harm motherhood often inflicta on women (their relationships, careers, self-identify, financies  energy), unwanted children (half of all pregnancies are unplanned), the human species and environment (both threatened by overpopulation). For too long, women have been consignes to a life not suited to all, or even most, women in the modern era, an era reeling under the environmental and human devastation of overpopulation." (http://rosemaryagonito.com)
As questões de género, e especificamente as questões que se relacionam com a maternidade, são sempre para mim questões pessoais que recuso sempre discutir de ânimo leve. Seja porque sou mãe e porque já me vi envolvida, inúmeras vezes (umas mais subtis do que outras), em casos de discriminação devido a esse facto, seja porque cresci numa sociedade que ainda apresenta resquícios de idolatria da máxima "Deus, Pátria e Família" e da divisão clara e inequívoca dos papéis para ambos os géneros: o homem providencia o sustento da casa e a mulher cuida da casa e dos filhos (ainda que a mulher trabalhe, continua a ser atribuída a ela a responsabilidade dos filhos e da casa), o assunto é-me caro. 
Apesar de tudo isto, eu confesso que tenho dificuldade em entender o discurso supostamente feminista que, tentando argumentar contra um sistema patriarcal que reduz a mulher à condição de animal procriador, cai sempre no extremo oposto, argumentando que todos os problemas das mulheres advêm do facto de terem de ser elas a suportar o peso da maternidade. Não consigo encontrar um só argumento que me convença disto, por mais que tente (vd. http://omnispersuasiocarcerest.blogspot.com.es/2009/11/das-questoes-de-genero.html). 
Há tempos, numa aula de literatura, num curso de actualização em ensino de Português Língua Estrangeira, a propósito de feminismo e emancipação das mulheres nas décadas de 60-70, surgiu o tema da maternidade e do casamento. No decorrer da exposição das várias posições, houve uma formanda que partilhou a sua história pessoal dizendo que, a certa altura da sua vida, decidiu suspender o emprego seguro que tinha para poder acompanhar, com os seus filhos, o seu marido nas suas constantes estadias de trabalho no estrangeiro. Não só foi questionada, ali mesmo, a sua opção, como se sentiu como que uma discriminação negativa relativamente à própria maternidade. 
Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a discriminação da maternidade em ambiente académico é recorrente, mas continua a ser tema tabu. Perguntem a qualquer mulher que tenha ficado grávida enquanto fazia a sua licenciatura, mestrado ou doutoramento, ou qualquer prova de acesso a empregos ou cargos de maior responsabilidade, o que sentiram por parte de colegas, professores, chefes, juízes, contratadores, etc., quando estes tomaram conhecimento da gravidez. Do olhar de pena e das palavras de consolação, passando pelo olhar de desprezo e de imposição de culpa, do tipo "Tinhas de fazer isso agora?", ou "Acabou-se a tua vida académica/profissional!" até à contundente perda do cargo, da tese ou do orientador, os casos repetem-se. A minha teoria é que cada mulher grávida tem pelo menos um caso de discriminação para contar. 
Um dia antes do curso de que falava acima, cá fora, na hora do almoço, num mesa onde apenas estavam mulheres, alguém comentava, a propósito da recordação do seu tempo de faculdade, o caso de uma professora da faculdade que supostamente teria conseguido o lugar pelo facto de ser casada com um professor já pertencente à universidade. Com a pouca coragem que a minha timidez me permite nestas ocasiões, e interrompendo a conversa, eu perguntei se alguma vez aquela afirmação seria feita em relação a um homem. Pode até acontecer, mas quais seriam as possibilidades de alguém questionar a capacidade profissional de um homem, tendo por base o mesmo argumento? Ali estavam cinco mulheres maduras, quase todas com filhos, quase todas casadas, a contribuir para perpetuar o mesmo tipo de discurso que censuramos à sociedade. 
Mais tarde, naquela mesma aula de literatura, eu, ao perguntar-me se, ao ser atribuída unicamente à mulher a responsabilidade de criar as crianças, não seriam elas mesmas também as únicas responsáveis pela educação machista contra a qual elas próprias se rebelam? E, mais uma vez, tive de render-me às evidências: tinha caído na mesma armadilha, aquele era o meu preconceito. 
As leituras racionais feministas e as experiências de vida, muitas traumáticas, parecem não nos ter ensinado nada.  O que uma outra jovem mulher, solteira e sem filhos, disse, naquela mesma aula de literatura, resume bem o que se passa e que contradiz, no caso da mulher, uma frase bem conhecida de todos: não importa o que fazes, quer penses que podes, quer penses que não podes, quer penses que estás certa ou quer penses que estás errada, a verdade é que se és mulher, estarás sempre, sempre, e sublinho novamente sempre, errada. Este é o ponto principal que deve ser discutido. 
Porque o problema não está na maternidade em si, mas nas condições que a sociedade proporciona para que cada mulher possa fazer a sua escolha em liberdade. Estas condições vão desde a educação de género e sexual desde a mais tenra idade, à divulgação e disponibilização de métodos contraceptivos, até à legislação relativa ao apoio à parentalidade. Desenvolver na sociedade a sensibilidade para o facto de que a gravidez e a educação é um assunto que diz respeito a todos e que não nos podemos arvorar de sermos uma sociedade livre enquanto tivermos mulheres que não possam escolher em consciência e livremente ser mães, quando temos mães que lamentem a maternidade.
E enquanto vivemos no melhor dos mundos possíveis, deixo um apelo ou um mini-manual de boas maneiras para os mais distraídos e distraídas: quando vires uma mulher grávida, a única palavra que deve sair da tua boca é "Parabéns!" ou "Felicidades!". Não importa em que fase da vida ou em que altura profissional ou académica se encontra a mulher. Qualquer outra coisa parecida com pena, condescendência ou desprezo, como em qualquer situação, é reprovável e só te prejudica a ti  enquanto ser humano digno desse estatuto. Se sentirem intimidade com os pais grávidos, podem sempre dizer, se for mesmo sincero: "Estou aqui para ajudar se for necessário.". 
E se sentirem simplesmente total aversão pelo assunto do cuidar, bebés, pais, mães,  etc., então deixem o assunto para quem sabe e para quem se importa e... calem-se e fujam. A sério, ponham-se a milhas. Ninguém é obrigado a conviver com deficientes emocionais! É tudo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Gerir o tempo a brincar

Uma das mais problemáticas questões logísticas em casa é a gestão do tempo. Como passo o dia-a-dia sozinha com a minha filha, por vezes é difícil coordenar todas as tarefas diárias, principalmente durante a semana. O problema maior surge sempre ao acordar, mas mesmo o final do dia passou a ser desanimador para ambas, com a chegada da escola. Isto acontece porque parecer não haver tempo para fazer nada, num horário escolar que ocupa quase 10 horas diárias, na maior parte dos dias. Até a hora de deitar, que sempre constituiu o momento sagrado do dia, e o mais aprazível, começou a tornar-se desagradável, porque era encurtado pela pressa de rentabilizar as horas de sono.
A discussão acerca do número de horas que as crianças passam na escola é um assunto demasiado extenso e importante para tratá-lo e resolvê-lo aqui, mas creio que é possível pelo menos remediar alguns dos efeitos. Assim, este ano decidi tornar a gestão do tempo uma prioridade e, para isso, despendi algumas horas a tentar encontrar uma forma para poder cumprir os horários escolares e de trabalho e para chegar à hora de deitar com tempo para apreciar com a minha filha uma história, com calma, e para partilhar com ela os momentos importantes do dia.
Há uma certa unanimidade no senso comum relativamente à necessidade de determinar um tempo para as nossas tarefas do dia-a-dia. Uma técnica em especial de gestão de tempo ganhou até patente: a técnica do pomodoro. No início deste ano lectivo, depois de ter ganho experiência com o ano lectivo anterior,  elaborei uma lista de tarefas para a manhã e para a tarde, onde juntei o tempo para as acabar. A lista incluía coisas como jantar, fazer os trabalhos de casa, tomar banho e preparar a mochila e a roupa para o dia seguinte. A lista foi impressa e colocada em lugar visível para ser vista todas as manhãs e tardes. A lista funcionou por um tempo: ajudou a criar uma rotina que, com avançar das semanas, passou a ser interiorizada. 
Acontece que, em crianças pequenas, a autonomia para verificar constantemente o tempo das tarefas não é muita pelo que, como bem sugere a técnica do pomodoro, é útil um alarme que lembre que o tempo para uma tarefa já está terminado. Um relógio de cozinha ou um cronómetro produzem um bom resultado, mas há um aplicativo específico para iPhone e iPad que me parece muito útil para isto: o 30/30, desenvolvido pela Binary Hammer LLC. O que o 30/30 tem de especial é que ele pode programar a lista de tarefas com o tempo determinado para cada uma delas. A lista vai funcionando como um cronómetro onde cada tarefa vai sendo cronometrada para, uma vez finalizado o tempo, passar imediatamente à tarefa seguinte. À utilidade do aplicativo junta-se um conjunto de cores, imagens e sons que vão avisando quando o tempo para uma tarefa se esgotou. 
A ideia pode parecer stressante mas posso garantir, por experiência própria, que ela acaba por tornar-se um jogo divertido, permitindo uma rotinização das tarefas diárias que, de outra forma, roubariam tempo a tarefas mais aprazíveis como ler uma história antes de dormir.
O aplicativo está disponível gratuitamente na loja do iTunes ou na sua página oficial. Dêem uma olhada no vídeo abaixo com dicas de como usar o 30/30. Esperemos que ele se estenda ao sistema Android. Em último recurso, um cronómetro com som ou um simples relógio de cozinha podem produzir o mesmo resultado. 
Bom resto de semana! 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

De desporto, autoconfiança, artes marciais e violência

Na minha infância, na casa dos meus pais, o desporto sempre foi muito importante. O meu pai sempre jogou futebol desde que se lembra, ajudou a fundar o clube de futebol da sua terra, foi aí jogador e, mais tarde, acabou por ser também treinador. Continua ligado ao clube até hoje. Fez também ioga e meditação com franciscanos holandeses enquanto andou pelo seminário. 
O meu irmão entrou em competições de atletismo ainda muito novo, com pouco mais de 12 anos, se bem me lembro. Ele era velocista: corria os 100 metros livres e os 100 metros barreiras brilhantemente, para além do salto em comprimento. Recebeu algumas medalhas em campeonatos nacionais e internacionais, muitas já como atleta federado. Licenciou-se em Ciências do Desporto e é hoje professor de Educação Física, juntamente com a esposa. 
Quanto a mim, odiava correr, especialmente longas distâncias. Não é que eu fosse particularmente má, simplesmente preferia treinos de força: lembro-me de conseguir a melhor marca da turma em lançamento do peso e adorava fazer abdominais. As corridas, os jogos de grupo e, principalmente, as competições, eram um pesadelo. Com 14 anos, na falta de outras actividades com que ocupar os tempos livres, e convencida de que a prática de uma arte marcial me ajudaria a defender-me, inscrevi-me nos treinos de Taekowndo. 


O Taekowndo é, como quase todas as artes marciais, uma filosofia de vida de raízes orientais - neste caso coreana -, que junta o treino físico ao treino da mente, com exercícios que vão desde a respiração e a concentração (meditação) aos combates e testes de quebra. Com a prática também conseguimos adquirir algumas palavras de coreano, indispensáveis para passar de nível e mudar a cor do cinto. Quem viu os filmes do Karate Kid consegue ter uma ideia (sem os cenários românticos dos templos budistas à mistura e tendo em atenção que o Caraté é bastante diferente do Taekowndo). Há corrida, treinos de resistência, força, equilíbrio e velocidade, mas o que eu mais gostava nos treinos eram os exercícios de flexibilidade, onde eu era razoavelmente boa (as raparigas geralmente são melhores nisso), e as hyong's (taeguks ou pumsaes ou poomsaes), que são as sequências de movimentos de defesa e ataque que parecem verdadeiros exercícios de dança coreografados. Muito parecidos com Tai-chi, na minha opinião. Durante a minha passagem pelo Taekowndo fiz alguns combates que me valeram algumas medalhas.


Há tempos publiquei no mural do meu Facebook uma foto de um diploma meu de campeã nacional de séniores femininos, que ganhei quando ainda era júnior, com 16 anos. Muitas pessoas ficaram surpreendidas. Promovendo-me eu pacifista, com uma calma aparente, de fazer irritar aqueles que parecem viver a mil à hora num frenesim diário, e repudiando todas as formas de violência, é difícil explicar a razão pela qual fui atleta de artes marciais. Mas a razão é simples, no entanto: eu queria saber defender-me. Esse era o meu primeiro objectivo quando me federei. Na verdade, é difícil explicar a alguém que nunca praticou artes marciais a relação entre elas e a violência. Como me foi dito vezes sem conta nos treinos, o Taekowndo - e assumo que o mesmo se aplica às restantes artes marciais - tem muito pouco a ver com violência. É uma arte de defesa e não de ataque. António Medeiros consegue explicar este aparente paradoxo com o excerto seguinte:
"No sector das Artes Marciais, a expressão de violência mais acessível são as competições de combates. Estes, por sua vez, são um mal necessário, pois, embora contrariando o espírito marcial, foram um importante meio de divulgar as Artes Marciais. Mas a verdade é que uma arte marcial não incrementa a violência. Esta actividade tende a confiná-la dentro de mentes sadias e fortes, através de um treino que leva o indivíduo a uma grande autoconfiança e serenidade. […] Todos os praticantes, ao iniciarem a sua prática de Taekwon-Do, são ensinados a usarem as técnicas desta arte marcial somente em último caso."
António Medeiros (2001). Taekown-Do Hyong. Porto: Plátano Edições Técnicas, p. 392
O Taekowndo tem muito de ioga e meditação (creio que foi o Taekwondo que me ensinou a gostar de ioga até hoje) e, para os verdadeiros mestres, é uma verdadeira filosofia de vida. 
Eu nunca tive de usar as tácticas de defesa pessoal do Taekowndo na vida fora dos treinos. De qualquer forma, convém ter em mente que as situações em que alguém de constituição física mais frágil consegue sair vencedor numa situação limite de confronto físico só acontecem nos filmes hollywoodescos. Haruki Murakami consegue retratar esse ponto de forma brilhante e contundente no seu livro 1Q84:
"Na opinião de Aomame, se uma mulher não fosse capaz de desferir um pontapé valente nos tomates de um tipo ao ser atacada por ele, pouco mais poderia fazer. Era praticamente impossível safar-se, no meio de um combate a sério, recorrendo à técnica sofisticada que consistia em agarrar o adversário pelo braço e torcê-lo atrás das costas. Isso só acontecia nos filmes; na vida real era diferente. "
Haruki Murakami (2009). 1Q84. Alfragide: Casa das Letras, p. 216
Não há muito mais a acrescentar aqui. Tendo dito isto, o Taekowndo - e creio que todas as restantes artes marciais em geral - ultrapassa a questão da defesa pessoal. Ele fornece princípios e valores fundamentais para a vida, tal como o fazem todos os tipos de desporto. Por isso, hoje, sendo mãe de uma menina de 9 anos e casada com um cinturão negro e antigo mestre de Jiu-jitsu, os princípios do Taekwondo - cortesia, integridade, perseverança, autodomínio e coragem (ou espírito indomável) - continuam a ser valores importantes para passar adiante. 
É possível que a Carol não consiga sair vencedora de uma situação limite de confronto físico, mas esse não é o objectivo. As artes marciais, e sei que posso dizer isto de todos os tipos de desporto, são mais do que isso. Dão-nos auto-estima e confiança para ir para o tatame e vencer o nosso parceiro de luta, contra todas as evidências em contrário. Dão-nos resiliência e força.  Ajudam-nos a conhecer o nosso corpo e a nossa mente, a decidir sobre o que fazer em cada uma das situações do dia-a-dia e, se assim for necessário, a aceitar a derrota. E pode bem acontecer que, estando nós preparadas, derrotemos o adversário pelo elemento surpresa. :)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Verão é Jazz! em Guimarães



Começa já nesta sexta-feira, 12 de Julho, em Guimarães, o evento Verão é Jazz!. O evento, organizado pela Escola de Jazz do Convívio em conjunto com a Plataforma tempos Cruzados, irá contar com concertos, oficinas, aulas abertas, sessões de improvisação, música de rua, entre outras actividades. Para aproveitar até ao dia 19 de Julho. 


terça-feira, 2 de julho de 2013

Fórum Jovem - E se Braga fosse minha?


Decorre amanhã, dia 3 de Julho, no espaço GNRation, o Fórum Jovem - E se Braga fosse minha?, uma iniciativa do Cidadania em Movimento, a candidatura independente às autárquicas Braga 2013.
O evento está organizado em dois momentos: das 10h00 às 13h00 para crianças dos 6 aos 12 anos e das 14h30 às 18h00 para adolescentes dos 13 aos 18 anos.
"Porque as crianças e adolescentes são cidadãos hoje e não só amanhã, o Cidadania em Movimento quer convidar-te a participar num Fórum de discussão sobre a cidade. O Fórum faz parte de um projeto mais amplo “Crianças em movimento: cidadãos hoje, cidadãos amanhã” que pretende fomentar o sentido crítico, a autonomia e a participação de crianças e jovens. A equipa que coordena este projeto é constituída por investigadoras da Universidade do Minho, ligadas à questão da participação infantil e por profissionais da área da educação, artes e sociologia da família. Convidamos todas as crianças e jovens do concelho de Braga, que se queiram associar a nós, para em conjunto pensarmos na cidade em que vivemos e projetarmos a cidade que queremos!"
Fonte: cidadania2013.pt

domingo, 30 de junho de 2013

Livro para pais ateus



Vivendo num meio onde grande parte das famílias é católica praticante, sendo ateia, confesso que tenho tido algumas dificuldades em responder às perguntas da minha filha sobre conceitos como deus ou religião.
Este livro de Clemente Novella pode bem ser um boa ajuda para pais ateus que se debatem constantemente com a dificuldade de educar os seus filhos num meio invadido pela influência da religião. 
O livro é também um excelente recurso para pais que, professando uma religião, respeitam a diferença e a capacidade crítica e se esforçam por educar os seus filhos num ambiente de abertura e liberdade, tendo por finalidade criar cidadãos críticos e tolerantes para com o Outro.


Clemente García Novella (2012). Onde está Deus, papá? As respostas de um pai ateu. Lisboa: Verso de Kapa

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Domingo de ciência em Serralves



Neste domingo, 24 de Fevereiro, a Serralves oferece um conjunto de actividades para famílias, com o objectivo de dar a conhecer a biodiversidade do Parque. De entre as actividades contam-se conversas, oficinas e passeios de descobertas. O evento tem a colaboração do CIBIO, o Centro de Investigação em Biodiversidade, e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e é parte integrante do projecto Há Vida no Parque! Fins de semana de Ciência em Serralves 2013.

Roteiro: 
Percurso no Parque, 11h00-12h30Acesso: ponto de encontro no átrio do Museu; lotação máxima 25 pessoas (com exceção dos Percursos dedicados às Aves e aos Morcegos – ver programa); gratuito mediante levantamento de senha a partir das 10h00, na receção do Museu.
Conceção e orientação: Investigadores do CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto
Oficina, 10h00-13h00Consulte no programa os locais de realização de cada oficina.
Conceção e orientação: Mundo Científico, Lda.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aprendendo um instrumento

A melhor forma de incentivar uma criança a aprender um instrumento é aprender também a tocar esse instrumento.
Um dia destes ponho o dueto, hoje fica o meu ensaio de uma das minhas peças favoritas: "Bethena" de Scott Joplin.
Sejam simpáticos nas críticas, são ainda apenas dez meses de aprendizagem.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Livros que esclarecem


Desde que soube que estava grávida que me interesso por livros educativos. Comprei vários ao longo destes últimos oito anos, desde livros essencialmente técnicos sobre psicologia infantil, a livros mais práticos sobre educação e actividades infantis. Há, no entanto, um livro em particular que eu considero uma excelente leitura para quem tem ou está prestes a ter a seu cargo a educação de crianças muito pequenas. Refiro-me ao livro do autor John Gray, que tem como título original Children are from Heaven e que foi traduzido para português como Os filhos vêm do Céu.
É um livro essencialmente prático, com sugestões e conselhos sobre educação, com histórias pessoais que tornam fácil a leitura. Como em todos os livros, também neste há uma carga ideológica que perpassa por todos os capítulos. Os filhos vêm do Céu tem como epítetos a liberdade, o respeito pela diferença e a educação positiva. Quem está à espera de encontrar aqui um manual de regras de boa educação, desengane-se. Este não é um livro assim. É um livro de um especialista em Psicologia, mas também de um pai de três crianças que, mais do que enumerar regras para educar as crianças, expõe as suas próprias experiências pessoais, numa escrita muito fácil de ler e de aplicar ao nosso quotidiano.

"Já não é necessário ensinar às pessoas que matar, roubar, estuprar e pilhar é errado. Sua própria consciência lhes diz que isso não é certo. Ninguém precisa realmente convencer ninguém [...].
À medida que a consciência coletiva de uma sociedade começa a mudar, a consciência e a inteligência das pessoas evoluem. Quando as pessoas não são capazes de saber o que é certo ou errado, necessitam de um grande número de regras que precisam, então, ser reforçadas com punições. Se um indivíduo é capaz de desenvolver a consciência, a necessidade de punição torna-se obsoleta. Em vez de ensinar à criança o que é certo e errado, a educação positiva concentra-se em despertar e desenvolver na criança sua capacidade inata de conhecer por si mesma o que é certo e o que é errado. [...]
As práticas da educação positiva despertam esse potencial interno de nossos filhos. O resultado dessa ligação com sua consciência interna é que nossos filhos serão bem-comportados, mas não irracionalmente obedientes. Eles respeitarão os outros, não por medo, mas porque se sentem bem com isso. Estão dispostos a negociar, e disso serão capazes. Podem pensar por si mesmos. Estão dispostos a desafiar figuras autoritárias. Serão criativos, cooperantes, competentes, compassivos, confiantes e amorosos. [...]"

John GRAY (2003). Os filhos vêm do Céu. Tradução de Ione Maria de Souza Ferreira. Rio de Janeiro: Roccos, Lda, pp. 65-67.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

III Mostra de Teatro Infanto- Juvenil

O Tin.bra oferece este mês a sua III Mostar de Teatro Infanto-Juvenil. As peças apresentadas são fruto do trabalho que tem vindo a ser feito ao longo deste ano lectivo nas oficinas de teatro do Tin.bra. A Mostra tem início a 17 de Junho e termina a 22 de Junho. Todas as peças são apresentadas no Auditório Municipal Galécia e têm entrada livre.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobre sexualidades


Gostava que me dissesse
se, por acaso, tem mal
um homem ou um rapaz
ser “homem sexual”.

Resposta:

Uma pessoa qualquer,
sem saber como aconteceu,
ama muito uma pessoa
do mesmo sexo que o seu.

Se alguém se apaixona
por outra pessoa diferente
é heterossexual
e ama muito, igualmente.

Texto de Ilda Taborda, ilustrações de Gémeo Luís em O Que É Um Homem Sexual? (Edições Eterogémeas).
Fonte: Blog Letra Pequena

segunda-feira, 8 de março de 2010

Março em família, em Serralves


"Ver, experimentar, criar, brincar, passear, descansar, des-contrair, em percursos de exploração, em oficinas e exposições, em conversas e piqueniques, à descoberta da arte e dos artistas, mas também do ambiente, da biodiversidade e da paisagem.

Traga os seus filhos, pais, avós, amigos...

07 MAR DOM | 11h00
PERCURSO

CINCO SENTIDOS
Entre cores, formas, texturas e cheiros vamos conhecer as esculturas do Parque de Serralves num percurso sensorial com pistas para observar, descobrir, desenhar, intervir.
Orientação: Cláudia Mel
Acesso: Gratuito. Levantar senha na recepção do Museu a partir das 10h00.
Ponto de encontro: recepção do Museu
Duração: 1 hora


14 MAR DOM | 11h00
PERCURSO

ANIMAIS DA QUINTA
Vamos visitar a Quinta e descobrir como vivem a vaca, a ovelha, a égua, o burro, os patos e as galinhas! A partir do contacto directo com alguns animais percebemos os seus diferentes tamanhos, formas, revestimento, tipos de locomoção, hábitos alimentares e de reprodução.
Orientação: Fernando Teles
Acesso: Gratuito. Levantar senha na recepção do Museu a partir das 10h00.
Ponto de encontro: Pátio da Quinta
Duração: 1h30


21 MAR DOM
PRIMAVERA EM SERRALVES

10h00-18h00
OFICINAS
NATUREZA NO PARQUE
O Parque de Serralves preserva uma biodiversidade extremamente importante para o equilíbrio da malha ecológica na cidade do Porto. Nesta oficina partimos à descoberta de animais tais como morcegos, aves, pequenos anfíbios e borboletas.
Vamos também visitar o borboletário da Quinta, identificar exemplares e descobrir, no jardim, as plantas que mais as atraem.
Orientação: Mundo Científico, Lda.
Acesso: Gratuito. Funcionamento contínuo. Levantar bilhete na recepção do Museu
Local: Celeiro do Parque

VERDE SOBRE VERDE
A partir da pintura, da impressão e da colagem criam-se tonalidades e texturas, explorando a incidência da cor verde na natureza.
Orientação: Cristina Camargo, Sónia Borges
Acesso: Gratuito. Funcionamento contínuo
Local: Sala do Serviço Educativo (Museu)

11h00
PERCURSO
ÁRVORES DE SERRALVES
Esta actividade propõe a descoberta das principais famílias de árvores ornamentais usadas em Portugal, a partir de um percurso no Parque. Sob a orientação de um especialista, as famílias irão observar as diferentes e curiosas formas de adaptação das espécies às condições do clima e do solo locais.
Orientação: Paulo Alves
Acesso: Gratuito. Levantar senha na recepção do Museu a partir das 10h00
Ponto de encontro: recepção do Museu
Duração: 1h30

15h00
PERCURSO
ANIMAIS NA QUINTA
Vamos visitar a Quinta e descobrir como vivem a vaca, a ovelha, a égua, o burro, os patos e as galinhas! A partir do contacto directo com alguns animais vamos perceber os seus diferentes tamanhos, formas, revestimento, tipos de locomoção, hábitos alimentares e de reprodução.
Orientação: Fernando Teles
Acesso: Gratuito. Levantar senha na recepção do Museu a partir das 10h00
Ponto de encontro: Pátio da Quinta
Duração: 1h30

28 MAR DOM | 11h00

PERCURSO
ÁGUA NO PARQUE
Neste percurso os participantes exploram a rede hídrica subterrânea do Parque de Serralves. Munidos de lanternas, frascos de recolha e pipetas, visitam a mina e fazem colheitas de água para observar os pequenos organismos aquáticos que habitam o lago.
Orientação: Mundo Científico, Lda.
Acesso: Gratuito. Levantar senha na recepção do Museu a partir das 10h00
Ponto de encontro: recepção do Museu
Duração: 1h30


Passe um domingo diferente em Serralves!"

Fonte: http://www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1752

sábado, 21 de novembro de 2009

Quercus e Natal



No dia 12 de Dezembro,da parte da tarde, a Quercus promove uma oficina de reutilização de resíduos, alusiva às decorações natalícias, dirigida a crianças e adultos. A iniciativa terá lugar na Videoteca do Parque de S. João da Ponte, em Braga.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Concertos Promenade, no Coliseu do Porto


"A iniciativa deve-se à Associação Amigos do Coliseu do Porto (AACP) e tem como objectivo “levar as famílias, dos avós aos netos, a viver a festa que é a música”, segundo Graça Barreto, do
departamento artístico daquela instituição.
“Os concertos decorrem, normalmente, num ambiente festivo, com a participação de crianças, jovens e famílias inteiras, que, assim, têm oportunidade de ouvir obras fundamentais do repertório sinfónico, complementadas com explicações e informações pedagógicas que tornam mais interessantes as peças e a respectiva audição um verdadeiro prazer”, concretiza Graça Barreto.
A direcção artística continua a cargo do maestro Cesário Costa, cabendo ao professor universitário Jorge Castro Ribeiro a apresentação das obras e das orquestras."

E porque hoje é o dia da água

quinta-feira, 30 de julho de 2009